Heterosexuais - A INTIMIDADE SE FAZIA EM PALAVRAS, NA PRIM√ćCIA, DAQUELE BEIJ - Contos Er√≥ticos

Contos Eroticos

                   

Pesquisa R√°pida


A INTIMIDADE SE FAZIA EM PALAVRAS, NA PRIM√ćCIA, DAQUELE BEIJ

Ver todos os Contos Eróticos de leticialuccheze

Referência (ID): 1592
A INTIMIDADE SE FAZIA EM PALAVRAS,
NA PRIM√ćCIA, DAQUELE BEIJO

“Ficar sem você não dá
Perdi o rumo solto no mundo
Ficar sem você
Meu coração mudou de lugar
Ficar sem você não dá
Pra domar você vai mais que oito segundos
N√£o posso esperar
Ficar sem voc√™ aqui n√£o d√°...‚ÄĚ

2048, do guarda-roupa envelhecido pelo tempo, Let√≠cia apossou e vestiu, um vestido bege claro, com manchas marrons, nunca mais usado. E no enlace das mem√≥rias, o vestiu, em companhia da sonoridade de versos mel√≥dicos. Soltou os poucos fios de cabelo e deu cor aos l√°bios. De uma sacola amarelada, retirou um antigo par de brincos. Diante do espelho, que antes refletia juventude, se viu em meio a l√°grimas de recorda√ß√Ķes.
---Aqui estou...talvez...pela √ļltima vez... Algu√©m me visse? N√£o! Ningu√©m. (Let√≠cia).
Fez uma procura constante, entre canetas, lápis de cor, borrachas, papéis e cadernos, sobre uma prateleira da estante. Os seus lábios, que um dia tocaram na fe-li-ci-da-de, deram um sorriso cabisbaixo, ao ver o que procurava. Um lápis, um lápis de escrever, que continha estampas de bandeiras de vários países.
---A vida...a vida por vezes, parece engra√ßada, ou n√≥s √© que a tornamos engra√ßada. O que eu fiz da minha vida, ou o que ela fez de mim?? Est√£o a√≠ indaga√ß√Ķes semelhantes e de respostas opostas. Hoje me vejo no espelho, me vejo no espelho, a procura de uma parte de mim. Procurar por algu√©m, algu√©m que eu deixei ir embora, ou se foi embora. Esta d√ļvida faz morada at√© hoje, na minha alma. Poderia eu, poderia eu, ter feito alguma coisa? Na situa√ß√£o presente, eu n√£o poderia fazer mais nada. N√£o poderia? E ele? Na sinceridade de teus sentimentos, poderia ele, ter feito mais? Na situa√ß√£o vivida, poderia ele, ter feito mais? Destino! Voc√™ acredita em destino? Eu n√£o acredito em destino! Mas talvez, tenha sido o destino daquele dia. (Let√≠cia).
As mãos de Letícia, aquelas mesmas mãos, que um dia acariciou-lhe a face, pegou o achado. Mas devido o tremor da idade e a emoção daquele momento, o lápis escapuliu, provocando um paradoxo temporal.

1998, naquele dia específico do passado, estava um tempo quente, esfriado pelas nuvens pesadas no céu a trafegar. E o cansaço, já chegava da jornada quase encerrada da tarde.
Letícia rodeada pelas crianças se dirigiu ao corredor a sentar. O piso resfriado, vermelho, fez equilibrar a temperatura interior. Crianças, pequeninas e sensíveis, ao lado, em pé e sentados. Atentas! Apertadas, enroscadas, amadas, amando. O amor e a confiança entre todos eram visto e revisto, por todos que ali passavam, ou ficavam. Entre afagos de carinhos, entre beijos e abracinhos, uma aula gostosinha começou. Diferente, diversificada, com espontaneidade e comodidade. Com discussão e opinião, foi o tempo se consumindo.
Ivan, com deveres importantes, surgiu caminhando com passos ligeiros e seguido por alunos que lhe faziam perguntas. Algo, alguém fez com que seus pensamentos parassem no tempo, naquele instante. Estagnado, ele começou a dar respostas inconscientes pelo sentimento congelado com o que via.
---E lá, estava ela! Lá estava ela, sentada no chão, rodeada por crianças! Vestido longo, tom bege claro, com manchas marrons. Mangas fofas, largas, livres. A sua fronte, trazia arte em curvas azuis e brandas. Cobrindo-lhe as costas, um camisão preto, folgado e aberto. (prostou Ivan).
Nos olhos dele, continha um brilho fosforescente...oculto...gostoso... A sua voz e o seu cal√ßado, chamou a aten√ß√£o dela. Ele era o centro das aten√ß√Ķes, dos que os seguiam. O chefe, o l√≠der e estava de chinelos!
Ele quis parar, só para admirá-la, os contornos dos teus lábios, mas não poderia!
---Que fascinação, que perfeita junção! Se pudesse ao menos tocá-los... (sussurrou Ivan).
Nos olhos de ambos, o brilho! O brilho comum, que reluzia o caminho, que reluzia os movimentos, os gestos, as falas, os sorrisos. Movimentos agora, nada comuns!
Sem curiosidade, com um pouco de vontade, ela ergueu seus olhos e pegou o fim dos passos dele.
---Quem era ele? Quem era ele, que deixou encanto por onde passou!? (indagou Letícia em pensamentos).
E foi assim, que aquele dia acabou.
O tempo pode passar, mas o tempo incógnito do olhar perdura a eternidade de um beijo.
Outro dia, outro momento alegre e satisfatório para os que ensinavam.
Aquele rumor no ar, os passos dela, lentos, observadores, como se o tempo voltasse atr√°s.
---E lá, estava ele! A magia e o encanto em uma só pessoa! Como sua harmonia era bela! Tão bela, que o meu coração se perdia, em olhares despercebidos, mas totalmente despidos do olhar dele. Aqueles segundos, aquele comportamento, a simples presença dele, já me trazia felicidade. O admirava e se ao menos pudesse tocá-lo...não faria nada em demasia. Aquela pele chocolate me excitava, molhando-me de vontades, o que deixava minha boca seca dos lábios dele. (Letícia).
Fizeram a oportunidade e houve o primeiro di√°logo. Curto, mas cada palavra proferida tornou-se foi tatuada. Ele querendo o olhar dela e ela fugitiva do que poder√° ser visto.
A cada dia, o ambiente se tornava mais sedutor. Di√°logos, di√°logos, di√°logos sobre o tudo e o nada. Simplesmente, a intimidade se fazia em palavras.
Sorrisos comuns, olhares de afeto, até que das mãos dele, para as dela, veio um pequeno papel amarelo, com escritos em preto.
---Sua boca é perfeita. O beijo dessa boca é gostoso? (Ivan).
O interessante, é que ela nem estava de batom, com os lábios embranquecidos.
---Teria ele captado, o encanto que muitos olhares não haviam visto? Ou seria apenas um falsário elogio de conquista? (indagou Letícia em pensamentos).
A resposta dela, veio em forma de pergunta:
---Quer uma resposta na prática, ou na teoria? (Letícia).
Ele surpreso e alegre, fez surgir, um sorriso em sua face.
O dia se foi, dando origem a outro.
Na sa√≠da dela, ao final da tarde, um dos alunos dele, apurado se aproximou, pedindo um l√°pis emprestado. Pois o professor, n√£o permitia, realizar anota√ß√Ķes relacionadas √† M√ļsica a caneta. Ela sabia, que o l√°pis preto n√£o voltaria mais. Mas para quem foi; nem precisa voltar.
Vieram outros bilhetinhos, ocultando a √Ęnsia do desejo, em c√≥digos de desenhos. No qual revelava amor ing√™nuo, na alegria da adolesc√™ncia. Bilhetes destinados a ela, por vezes eram entregues em m√£os. Ousados, espantosos, aceitos e deliciados.
Mais um dia chegou e lá veio ele, pelo corredor a bailar. Ao passar pela porta de Letícia, ela não se conteve exclamando:
---Oi Gatinho!!! (Letícia).
Ele feliz com o que ouvir√°, voltou de costas para retribuir o cumprimento.
---Oi! (disse quase emudecido de emoção, em meio a sorrisos e pensamentos que lhe diziam) Será que encontrei, alguém que pensa como eu? (Ivan).
Com o caminhar das aulas, ela tinha que sair, tinha que vê-lo, que ouvi-lo, que tocá-lo.
---O que estava acontecendo? Parece que encontrei alguém que pensa como eu! (pensou Letícia).
Conversas, sorrisos, satisfação, respeito e amor. Sempre refletidos nos olhares admiradores e observadores de ambos. Os bilhetes dela e os dele se faziam presentes.
Em outro dia, surgiu o convite dele, para um passeio; que em meio a sorrisos, foi aceito por ela. Ao o rel√≥gio marcar dezessete horas e quinze minutos, ela ansiosa foi para casa, deixando-o trabalhar com pratos, clarinete, trompete, contrabaixo, tamborim, trombone. M√ļsica!!!
Em meio a perguntas de sua mente, ela chegou em cassa.
---O que fazer em pouco tempo? Como fazer? Tenho que fazer! (Letícia).
O banho, seguido de cremes, odores, batons, tons, lápis, brincos, colares e se-du-ção. Em segundos de minutos, se fez o perfeito, o afrodisíaco, o mistério, o belo, o anseio e o terno. Em vestido longo e fino, saiu noite adentro. Estava vampira e feiticeira, em uma noite de estrelas, que refletia em seu olhar.
A espera do √īnibus e o seu percurso lhe causava tens√£o! Ao descer do mesmo, um pouco da tens√£o dela, foi substitu√≠da pelo encantamento. Pois l√°, estava ele, de p√©, alegre, lhe esperando. Que vis√£o ela teve!
---Como é belo o seu sorriso! Como me trazia fe-li-ci-da-de! Está visão, não é para qualquer olhar! (sussurrou Letícia).
Ela o cumprimentou, em meio à justificativa pelo atraso.
Um, ao lado do outro, se deu início a uma caminhada, de passos um pouco tensos. Caminhada sem rumo, ou rumo certo, cheio de sorrisos, perguntas, respostas e elogios.
---Foi como uma força! Algo entrou pelo meu corpo, subiu para a alma e fez a carne toda estremecer! (proferiu Ivan, o que sentiu ao vê-la, pela primeira vez, sentada no chão do corredor).
---Tinha alguma coisa no seu olhar. Você sempre me olhava e eu evitava. O seu olhar era encantador. Era não! Ele é! Você deixava e trazia encanto por onde passasse e ficasse. Aquilo me chamou a atenção. Pois você se tornou diferente. Aquilo me encantou!!! (disse Letícia suspirando).
O tempo pode passar, mas o tempo incógnito do olhar perdura a eternidade de um beijo.
A sinceridade, presente em meio às palavras. Sinceridade vinda da pureza das crianças, que proporcionou a união deles.
A um determinado momento, n√£o havia mais tens√Ķes, somente gargalhadas e cumplicidade. Na encosta obscura de um muro, sentaram-se e a conversa prosseguiu, acarretada de afei√ß√£o, seguran√ßa e do√ßura, cravados em cada palavra proferida.
---Eu já te conheço um pouco! (Ivan).
---Como? (Letícia).
---Pela simples maneira, de você ser! De você agir! (Ivan).
---Como assim? (Letícia).
---Eu sou um homem observador. (Ivan).
---E o que você observou? (Letícia).
---O seu sorriso, é conquistador, derrubador. Os homens se perdem nele! O seu olhar é sedutor e misterioso! O simples ato, de você sentar no chão, mostrou simplicidade! E a maneira de falar com as crianças, mostrou amor. Mostrou que você tem muito amor! (Ivan).
Em silêncio, ela permaneceu emudecida, pela observação tão correta e certa de sua pessoa.
O tempo lentamente passava, quando come√ßaram a surgir indaga√ß√Ķes e tentativas de um beijo. Ele veio e ela bloqueou. Bloqueou alegando, que j√° que ele era um senhor feudal, ent√£o era ela, quem deveria beij√°-lo. E l√°, se veio o beijo!!! In-des-cri-t√≠-vel, in-re-su-m√≠-vel! Afinal, o que foi aquilo? O que acontecia naquele momento? Com certeza, o mundo todo ao redor desapareceu, na prim√≠cia, daquele beijo. Se acabou, se perdeu, em suas respira√ß√Ķes ofegantes! E foi o beijo, aquele beijo! E assim, foi concretizado, o enlace dos sentimentos!
Afeição, afeição! O afeto gerou a união, de suas almas, em um sentimento sublime, que é o amor.
Este beijo, a fez sentir, o que ele sentiu, quando a viu pela primeira vez, sentada no ch√£o (‚ÄúFoi como uma for√ßa! Algo entrou pelo meu corpo, subiu para a alma e fez a carne toda estremecer!‚ÄĚ).
Essa noite se foi. Chegou mais um dia de trabalho e l√°, estavam eles. Radiantes, brilhantes, amantes. O sorriso de um, era o reflexo do sorriso do outro.
Ela sabendo de sua presença tão perto, não se conteve, ficando mais fora da sala, do que dentro. As crianças a rodeavam, facilitando a sua aproximação sem suspeita.
Um √ļnico beijo, a fez sorrir por tr√™s dias seguidos.
O sorriso dele brilhava mais que o sol, que envergonhado, se escondia atr√°s das nuvens.
No decorrer da semana, em um dia, que seria como outro qualquer; j√° quase no final da aula dela, uma das coordenadoras, chega a sua porta.
---Letícia, telefone pra você.
---Pra mim! Quem será? Não espero telefonema de ninguém! (Letícia).
Passos indecisos, pensativos. Pessoas vinham em sua mente, menos, quem era realmente.
---Al√ī! (Let√≠cia).
---Letícia?
---Exato! Quem gostaria? (Letícia).
---Você não adivinha!?
---Ah, vamos conversar um pouquinho, que eu adivinho. (Letícia).
---√Č algu√©m que gosta de lhe fazer perguntas e que n√£o consegue esquecer o seu beijo.
---Ah, é você professor!? (Letícia).
---√Č! Eu gostaria que voc√™ falasse para os meus alunos, que eu n√£o vou dar aula hoje. (Ivan).
---Ah, não! Então, eu não vou ver a cor dos teus olhos hoje? (Letícia).
---Eu não vou dar aula hoje, porque vou sair com você. (Ivan).
---Uhhh! Gostei da ideia! (Letícia).
---Estou pensando, em a gente ir para um lugar mais íntimo, reservado, quente, confortável e aconchegante. Aceitas? (Ivan).
---E tem como recusar!? (Letícia).
---Onde? E a que horas? (Ivan).
---No ponto final do √īnibus! E que tal √†s dezenove horas? (Let√≠cia).
---Ah, ent√£o eu vou dar aula; pois termino por volta das dezenove. Ent√£o n√£o fala nada para os alunos! (Ivan).
---Está bem Gatinho! Um braço! (Letícia).
---Outros! (Ivan).
A felicidade, aquela felicidade, veio √† tona, transparecendo no sorriso de ambos. E como efeito do futuro encontro, uma leveza veio nos movimentos e atitudes dos amantes; em cidades diferentes, com quil√īmetros de dist√Ęncia.
O tempo pode passar, mas o tempo incógnito do olhar perdura a eternidade de um beijo.
O trabalho terminou e ela foi para casa. E tudo se repetia, mas n√£o trazia monotonia e sim leveza, beleza e amor.
No caminho do encontro, com inten√ß√Ķes pecaminosas, ela comprou um doce de p√™ssegos em calda e um abridor de latas.
Ao chegar, ao encontro do olhar embriagante dele, começaram a andar em direção determinada. Ivan aproveitou a oportunidade e retirou do bolso um lápis; este por sua vez, continha estampas de bandeiras de vários países.
---Aqui est√° um l√°pis, para pagar o que o meu aluno, pediu-lhe emprestado um dia desses. (Ivan).
Ela pegou o lápis, com muito cuidado e o colocou dentro da bolsa. Aquele simples objeto, era prova viva, da existência dos amantes, da existência daquele sentimento, daquele momento. Este lápis, ela o traria para sempre.
Ao chegar a seus destinos, j√° com a chave na m√£o, ele realiza o destrancar da porta, o entrar, o fechar e o trancar.
Atirados sobre uma grande cama, inicia-se mais conversas, mais beijos, mais abraços e mais afagos.
As m√£os de Let√≠cia, leves em fulgor, iniciam um deslizar len-ta-men-te, por sobre a cal√ßa dele. O cheiro da m√ļsica ouvida, atrav√©s das sensa√ß√Ķes da pele e o fetiche, que sempre a acompanhou, pararam por segundos. Pararam, para se fazer ouvir, o soar ensurdecedor, do abrir do z√≠per da cal√ßa.
Estando ele, sobre o dom√≠nio dela, ent√£o ela o beijou, no pesco√ßo, nas orelhas, invadindo-as, nas sobrancelhas, nos olhos, na face, se deliciando nos l√°bios. O pesco√ßo, os mamilos, o umbigo, os mamilos, os mamilos... De frente para o seu sexo, coberto por um tecido de seda, beijou-o, lambeu-o, em meio a respira√ß√Ķes paulatinas.
Ele ereto, em desespero ilícito, por não ter domínio sobre a situação, a pegou beijando-lhe su-a-ve-men-te. Em seguida, pediu para tomar um banho rápido. O sorriso dela lhe deu o consentimento, acompanhado de uma indagação:
---Adivinha o que eu trouxe para nós comermos? (Letícia).
Pensativo, ele foi e voltou do banho. Enrolado em toalha branca, seus olhos refletiam, os desejos de seu corpo. Agora, já preparado, para todos os prazeres que viriam, deitou desnudo, sobre o cinza do lençol, deixando a inocente toalha, ir de encontro ao chão.
---Adivinha o que eu trouxe para nós comermos? (repetiu Letícia, balançando o abridor na mão).
Ivan sem falas, devido √† emo√ß√£o e √Ęnsia, deixou que seus olhos lhe pedissem a resposta.
Ela satisfeita pela compra, retirou da bolsa, a lata de doce em calda.
---Eu amo, doce de pêssego em caldas! Já pensou, o que um doce pode fazer!? (Letícia).
A insinuação dela deu liberdade à imaginação dele, representada por sorrisos largos de ambos.
Ela retirou a blusa de frio marrom, seguida do blus√£o preto; no qual veio acompanhado por uma mini-blusa de mesma tonalidade.
Com ansiedade em vossos olhares, ela pegou um pêssego, enchendo-o de calda. Deixou que a calda caísse, por sobre o pescoço e os lábios dele. Em seguida, retirou um pedaço do pêssego e colocou na boca de Ivan. Morderam, mastigaram e comeram.
Aos beijos, em teus sempre doces l√°bios, ela foi tirando em lam√ļrias de desejos, a calda por sobre a pele dele. Depois novamente, com outra concha, a encheu, deixando que a calda pingasse gota a gota, em seus mamilos, no umbigo, em sua barriga. Havia calda por todo o tronco umedecido, nas coxas internas e em seu sexo. Ao chegar em seus mamilos, ela os mordiscou e chupou. Momento este, que o levou ao deslumbramento.
---N√£o existe forma mais gostosa de comer doce! (afirmou Ivan).
Olor embriagante, calda estimulante, toques e suspiros.
Na profundeza de seu umbigo, a língua dela penetrou constantemente, retirando a calda. Observando que a calda, já se encostava por todo o colchão, ela retirou a saia, que era da cor da sua pele.
Estavam escorregadios, doces, levemente amarelados. Gostosos!
A umidade da língua dela tocou nas coxas internas dele, o fazendo contorcer em lamurias. Das coxas lambidas, foi ao escroto. Lambendo, chupando, sugou um por um, dos testículos, de-li-ca-da-men-te para dentro e para fora de sua boca. Puxava os cabelinhos ali existentes, mordendo no seu próprio êxtase.
Preparada para o final do in√≠cio, com a pon-ti-nha da l√≠ngua, tocou na abertura de sua glande; com sede e vontade de engolir, de devorar. O comportamento dela se igualava ao de um animal selvagem, diante de sua presa, diante da carne. Onde a saliva fria, pingava por sobre a sua rigidez. Sendo este animal, deixou que o membro dele, penetrasse em sua boca. Ele entrava e saia, saia e entrava. Lambia de ponta a cabe√ßa. Chupava, chupava! Chupava no instinto de sentir e ter posse do olor de meu alimento. Sugava com voracidade, em companhia da l√≠ngua que deslizava, rodava e rodopiava. Na aus√™ncia da calda, ela o encharcava novamente e o astro brilhava, para um novo recome√ßo. De lambida, a lambida subia, descia, inclinava, curvava, contorcia. Contorciam em doces satisfa√ß√Ķes.
---Agora √© a minha vez, de comer doce! (disse Ivan, em contor√ß√Ķes, se levantando e a dominando por sobre o colch√£o).
---Ah, me dá um beijo! (sussurrou Letícia).
Após o seu pedido, só se teve notícias, de beijos e calda nos lábios, pescoço, seios, barriga, umbigo...
Em seus pensamentos, Letícia não sabia que o prazer estava tão perto!
No toque fr√°gil, quente e √ļmido dos l√°bios de Let√≠cia, Ivan foi em seu pesco√ßo chupando-o. Fric√ß√£o veio aos seios, ao bico dos seios. Lambendo, chupando, sugando e mordiscando. Sua l√≠ngua t√£o dura, quanto o seu membro, come√ßou a retirar a calda da pele dela. Metia em meu umbigo e tirava, metia e tirava... Seus movimentos cont√≠nuos, incessantes, insinuantes, entorpecia o clima; o qual os deixavam com a pele resfriada.
Suas mãos firmes e fortes foram ao encontro das coxas dela, abrindo-as de forma brusca. Nesse momento, Letícia se perdeu no prazer!
Novamente de posse do doce, ele fez brilhar, os pelos pubianos dela, ao contraste com a calda. E para a tortura de ambos, ele esfregou len-ta-men-te, um doce, na abertura de sua vulva, friccionando-o. Estava frio, mas ao toque, queimava em ardências. Em meio a um mergulho profundo, ele devorou com a mesma intensidade, de sua língua rígida, o doce que estava entre os meus lábios sexuais. Ele se perdeu, no sumo dela! Após ter comido todo o doce, ele a abraçou em beijos.
Insaci√°vel, ele mergulhou dois dedos na calda, transformando-os em l√≠nguas, que foram introduzidos em sua vagina. Ouvem-se gemidos dela, dele. Depois apenas veio, apenas um dedo molhado na calda, introduzido em seu anus. Ouvem-se gemidos dela, dele. E vieram as duas a√ß√Ķes simultaneamente, junto com a boca e l√≠ngua dele, o que levaram ambos a uma excita√ß√£o extrema.
Em meio a peles sedentas, ouve-se a fus√£o de corpo e almas!
O tempo pode passar, mas o tempo incógnito do olhar perdura a eternidade de um beijo.
---Me dá um beijo! (sussurrou Letícia).
Beijos e mais beijos, olhos lubrificados, pele doce, inten√ß√Ķes expl√≠citas, escuta-se, um gemido constante e arfante, em meio a uma estaca brutal.
A pele dele, sobre a pele dela.
A pele dela, sentada na pele dele.
A pele dela, de costas para a pele dele.
Furico preenchido!
Ivan agora era o animal selvagem, beijando a fêmea em coitos ininterruptos. Domado por ela, a domava, com toda a sua força bruta!
Exaustos, mergulharam no doce suor, da √°gua morna, corrente de um chuveiro.
Beijos e a pele dela, em pé, de costas, para a pele dele!
---Me dá um beijo! (sussurrou Letícia).
Beijos molhados, suados, lambidos, metidos!
Explos√£o! Vulva cheia!
Explos√£o! Furico cheio!
Explos√£o! A boca dela cheia!
Depois de Let√≠cia beber len-ta-men-te, todo o saboroso l√≠quido dele, ela abaixou e lambeu as √ļltimas gotas do √™xtase de Ivan. De forma, a pedir mais e mais e mais...
---Você quer me matar? (perguntou Ivan, mergulhado de realização).
Olhos fechados! Apertos, desejos, espasmos!
Com o passar do tempo, vieram outros bilhetes dele, dela, dele... E outros encontros, ao vinho, a velas, a lenços e a lá imaginação; no qual ficaram na lembrança do coração.
Nunca lhes faltou respeito, cumplicidade. E apesar dos pesares, nunca, nunca o amor lhes faltou.
Por escolha dela, um dos encontros, se daria na rodovi√°ria; pois precisavam conversar. Mal sabiam eles, que este seria, a √ļltima vez, que seus olhares, se veriam enamorados.
Do trabalho, ele pegou o √īnibus e de sua casa ela tamb√©m pegou, coincidentemente, ou n√£o o mesmo √īnibus. Ao Let√≠cia passar pela borboleta e v√™-lo, seus olhos brilharam. Ainda sem ser vista, aproximou-se e em meio a um frio na barriga.
---Cuidado com o destino; pois ele pode ser perigoso! (proferiu Letícia).
Sorridente, ele ergueu os olhos admiradores. Agora juntos, seguiam, envoltos por m√ļsicas cantadas, por jovens a bordo.
A beira de uma cal√ßada, longe de luzes fortes, sentaram e se olharam. Conversas, conversas! Revela√ß√Ķes, sentimentos, afei√ß√Ķes! O amor a flor da pele!
Ela o elogiava em ternuras. Elogiava o seu sorriso, o seu olhar; enfim, todo o conjunto de sua beleza total.
Ele por sua vez, dizia que a beleza dela é incomparável a dele.
Ela estava com o peito cheio e declarou o seu amor em palavras. Amor que antes, era só demonstrado.
A ang√ļstia se apresentou; pois n√£o tinha como ela, amar um homem intoc√°vel. Pois o tamanho do seu amor por ele era refletido, no tamanho da alian√ßa dourada, contida na m√£o esquerda de Ivan.
Medo e muita ang√ļstia, de um futuro inexistente. O que fazer? Romper?
A ansiedade, veio aos olhos avermelhados e √ļmidos dela, querendo um beijo, sem poder. Amando e tendo que romper! Com o seu amor em demasia, talvez fosse, o melhor caminho.
Olhares dolorosos, l√°bios quentes e secos! As m√£os postas, que n√£o podem ser tocadas! O adeus! O adeus! O adeus...
Ele ao √īnibus entrou e ela no ch√£o ficou. Os olhares agora, distantes, rasgantes, lacrimejantes.
Teria sido, realmente, o melhor caminho??? O seu nome, no coração de Letícia, ainda quer dizer: o desejado, o amado, o sonhado! Ela nunca pode dizer, que não encontrou o amor! Pois o encontrou e o amou!

2048, o lápis de escrever, que continha estampas de bandeiras de vários países, continuava em queda livre. Lágrimas escorriam continuamente, dos olhos de Letícia. O vento, que da janela se atrevia entrar, tentava acalentar a sua alma, fazendo alvoroço no vestido. Um dor, enorme, veio ao peito. E num estalar, o lápis tocou o chão; seguido, pelo vestido bege claro, com manchas marrons.

“Não sei o que você vai fazer
Para esquecer de mim, de mim
Tirar da cabeça uma história
De amor grande assim, assim
Para de frente ao espelho e vê
A sombra de mim em você
Compra revistas mais não lê
Por que n√£o consegue esquecer, de mim
Eu amo você demais
Pra me ver no cinema sem você
Eu amo você demais
Pra me ver numa festa sem você
Por ai sem você, amor não sei viver
Por ai sem voc√™, amor n√£o sei viver.‚ÄĚ



Letícia Luccheze.




















































Conto escrito, para o professor de M√ļsica, Wesley Mariano de Oliveira.







[email protected]
www.facebook.com/Let%C3%ADcia-Luccheze -173002122860743/?ref=bookmarks
www.leticialuccheze.com
Contato:
é necessário estar logado para enviar uma mensagem ao autor do Conto Er√≥tico. Registe-se, é gratuito.

Comentar


Código de segurança
Actualizar

Caminho:

√öltimos Coment√°rios

  • Thanks for the marvelous posting! I trul... Mais...
  • I have checked your website and i've fou... Mais...
  • Thank you a bunch for sharing this with ... Mais...
  • I have checked your site and i have foun... Mais...
  • Gosto muitodoa contos.e videos Mais...
  • What's up, its pleasant post about media... Mais...
  • Sweet blog! I found it while browsing on... Mais...
  • Quero sai com cavalo sou de sp posso pag... Mais...
  • To louco pra comer um cara casado meter ... Mais...
  • Hi, I read your blog regularly. Your wri... Mais...

Contos Eróticos Picantes no seu Email

Insira o seu Email:

Patrocinado por FeedBurner