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AMANTES


Referência (ID): 62
Amantes


“Ficar sem você não dá
Perdi o rumo solto no mundo
Ficar sem você
Meu coração mudou de lugar
Ficar sem você não dá
Pra domar você vai mais que oito segundos
Não posso esperar
Ficar sem você aqui não dá...”

---Aqui estou...talvez...pela última vez... Alguém me visse? Não! Ninguém.

Do guarda-roupa envelhecido pelo tempo apossou de um vestido nunca mais usado. E no enlace das memórias o vestiu, em companhia da sonoridade de versos. Soltou os poucos cabelos e deu cor aos lábios. De uma sacola amarelada retirou um antigo par de brincos. Diante do espelho que antes refletia juventude, se viu em meio a lágrimas de recordações.
Fez uma procura constante entre canetas, lápis de cor, borrachas, papéis e cadernos sobre uma prateleira da estante. Os seus lábios, que um dia tocaram na felicidade, deram um sorriso cabisbaixo ao ver o que procurava. Um lápis, um lápis de escrever com as bandeiras de vários países.

---A vida...a vida por vezes parece engraçada ou nós é que a tornamos engraçada?! O que eu fiz da minha vida ou o que ela fez de mim?? Estão aí indagações semelhantes e de respostas opostas. Hoje me vejo no espelho. Me vejo no espelho a procura de uma parte de mim. Procurar por alguém. Alguém que eu deixei ir embora...ou se foi embora. Está dúvida abriga até hoje a minha alma. Poderia eu, ter feito alguma coisa? Na situação presente eu não poderia fazer mais nada. Não poderia??? E ele? Na sinceridade de teus sentimentos poderia ter feito mais? Na situação vivida poderia ele, ter feito mais? Destino! Você acredita em destino? Eu não acredito em destino! Mais talvez tenha sido o destino daquele dia...

As mãos, as suas mesmas mãos, que um dia acariciou-lhe a face, pegou o achado. Mais devido o tremor da idade e a emoção daquele momento o lápis escapuliu.

Naquele dia específico do passado, estava um tempo quente, esfriado pelas nuvens pesadas no céu a trafegar. E o cansaço já chegava da jornada quase encerrada do dia.
Ela rodeada pelas crianças se dirigiu ao corredor a sentar. O piso resfriado, vermelho fez equilibrar a temperatura interior. Pequeninos e sensíveis, ao lado, em pé e sentados. Atentos! Apertados, enroscados, amados, amando. O amor e a confiança entre todos eram visto e revisto por todos que ali passavam ou ficavam. Entre afagos de carinhos, entre beijos e abracinhos uma exposição gostosinha começou. Diferente, diversificada com espontaneidade e comodidade. Com discussão e opinião foi o tempo se consumindo.
Nisso, ele com deveres importantes surgiu caminhando com passos ligeiros, que seguido por alunos em ordem aleatória lhe faziam perguntas. Algo, alguém fez com que seus pensamentos parassem no tempo, naquele instante. Estagnado, começou a dar respostas inconscientes pelo sentimento congelado com o que via.
E lá estava ela! Lá estava ela, sentada no chão, rodeada por crianças! Vestido longo, tom bege claro com manchas marrons. Mangas fofas, largas, livres. A sua fronte trazia arte em curvas azuis e brandas. Cobrindo-lhe as costas, um camisão preto, folgado e aberto.
Nos olhos dele continham um brilho fosforescente...oculto...gostoso... A sua voz e o seu calçado chamou a atenção dela. Era o centro das atenções dos que os seguiam. O chefe, o líder e estava de chinelos!
Ele quis parar, só para admirá-la! Mais não poderia! Os contornos dos teus lábios! Que fascinação! Que perfeita ajunção! Se pudesse ao menos tocá-los...
Nos olhos de ambos o brilho! O brilho comum! Que reluzia o caminho, reluziam os movimentos. Os gestos, as falas, os sorrisos. Movimentos agora, nada comuns!
Sem curiosidade com um pouco de vontade ela ergueu seus olhos a pegar o fim dos passos dele. Quem era ele? Quem era ele que deixou encanto por onde passou!?
E foi assim que aquele dia acabou.
O tempo pode passar, mais o tempo incógnito do olhar perdura a eternidade de um beijo.
Outro dia, outro momento alegre e satisfatório para os que ensinavam.
Aquele rumor no ar. Os passos dela lentos, observadores, como se o tempo voltasse atrás.
E lá estava ele! A magia e o encanto em uma só pessoa! Como sua harmonia era bela! Tão bela que o coração dela se perdia em olhares despercebidos, mas despidos do olhar dele. Aqueles segundos, aquele comportamento, a simples presença dele já lhe trazia felicidade. O admirava e se ao menos pudesse tocá-lo...não faria nada em demasia. Aquela pele chocolate excitava-a, molhando de vontades, o que deixava sua boca seca dos lábios dele.

Fizeram a oportunidade e houve o primeiro diálogo. Curto, mais fez com que cada palavra proferida se tornasse inesquecível. Ele querendo o olhar dela e ela fugitiva do que poderá ser visto.
A cada dia o ambiente se tornava mais sedutor. Diálogos, diálogos, diálogos sobre o tudo e o nada. Simplesmente a intimidade se fazia em palavras.
Sorrisos comuns, olhares de afeto, até que das mãos dele para as dela veio um pequeno papel amarelo com escritos em preto. Este por sua vez elogiava a sua boca e perguntava se um beijo dela é gostoso. O interessante é que ela nem estava de batom, em lábios secos, molhados e brancos.
Teria ele captado o encanto que muitos olhares não haviam visto? Ou seria apenas um falsário elogio de conquista? A resposta dela foi em forma de pergunta:
---Quer saber na prática ou na teoria?
Ele surpreso e alegre, surgiu um sorriso em sua face.
O dia se foi, dando origem a outro.
Na saída dela ao final da tarde, um dos alunos dele, apurado se aproximou, pedindo um lápis emprestado. Pois o professor não permitia realizar anotações relacionadas à música a caneta. Sabia que o lápis preto não voltaria mais. Mas para quem foi; não precisa nem voltar.
Vieram outros bilhetinhos, ocultando a ânsia do desejo em códigos de desenhos. No qual revelava amor ingênuo na alegria da adolescência. Bilhetes destinados a ela, por vezes eram entregues em mãos. Ousados, espantosos, aceitos, deliciosos.
Mais um dia chegou e lá veio ele pelo corredor a bailar aos seus olhos de amor. Ao passar pela sua porta, não se conteve exclamando:
---Oi Gatinho!!!
Ele feliz com o que ouvirá, voltou de costas para retribuir o seu cumprimento:
---Oi! --- disse quase emudecido de emoção em meio a sorrisos e pensamentos que lhe diziam --- Será que encontrei alguém que pensa como eu!?
Com o desenrolar das aulas, ela tinha que sair, tinha que vê-lo, que ouvi-lo, que tocá-lo. O que estava acontecendo? Parece que encontrou alguém que pensa como ela!?
Conversas, sorrisos, satisfação, respeito e amor. Sempre refletidos nos olhares admiradores e observadores dos dois. Os bilhetes dela, os dele e os dela se faziam presentes.
Em outro dia, surgiu o convite dele para um passeio que em meio a sorrisos foi aceito. Dando dezessete horas e quinze minutos, ela ansiosa foi para casa, deixando-o trabalhar. Pratos, clarinete, trompete, contrabaixo, tamborim, trombone! Música!!!
Em meio a perguntas de sua mente ela chegou em cassa. O que fazer em pouco tempo? Como fazer? Tenho que fazer!!
Cremes, odores, batons, tons, lápis, brincos, colares e charme. Em segundos de minutos se fez o perfeito, a sedução, o afrodisíaco, o mistério, o belo, o anseio e o eterno. Em véstia longa e fina saiu na noite. Estava vampira e feiticeira em noite de estrelas que refletiam em seus olhares.
A espera do ônibus e o seu percurso lhe causava tensão! Ao descer do ônibus um pouco da tensão dela foi substituída pelo encantamento; pois lá estava ele, de pé, alegre, lhe esperando.
Que visão ela teve! Como era belo o seu sorriso! Como lhe trazia felicidade! Visão está que não é para qualquer olhar!
Ela o cumprimentou em meio à justificativa pelo meu atraso.
Um ao lado do outro se deu início a uma caminhada de passos um pouco tensos. Caminhada sem rumo (rumo certo) e cheio de sorrisos, perguntas, respostas e elogios.
---Foi como uma força! Algo entrou pelo meu corpo, subiu para a alma e fez a carne toda estremecer! --- a boca dele proferiu o que sentiu ao me vê-la pela primeira vez, sentada no chão do corredor.
---Tinha alguma coisa no seu olhar. Você sempre me olhava e eu evitava. O seu olhar era encantador. Era não! Ele é! Você deixava e trazia encanto por onde passasse e ficasse. Aquilo me chamou a atenção; pois você era diferente. Aquilo me encantou!!! --- disse ela suspirando.
O tempo pode passar, mais o tempo incógnito do olhar perdura a eternidade de um beijo.
A sinceridade presente em meio às palavras. Sinceridade vinda da pureza das crianças proporcionadoras da união deles.
A um determinado momento, não havia mais tensões, somente gargalhadas e cumplicidade.
A encosta obscura de muro lhes deu o assento e o prosseguir de conversa, que continha afeição, segurança e doçura em cada palavra proferida.
---Eu já te conheço um pouco! --- exclamou ele.
---Como?
---Pela simples maneira de você ser! De você agir!
---Como assim?
---Eu sou um homem observador.
---E o que você observou?
---O seu sorriso é conquistador, derrubador. Os homens se perdem nele! Seu olhar é sedutor e misterioso! O simples ato de você sentar no chão mostrou simplicidade! E a maneira de falar com as crianças mostrou amor. Mostrou que você tem muito amor!
Em silêncio, ela permaneceu emudecida, pela observação tão correta e certa de sua pessoa.
O tempo lentamente passava, quando começou a surgir indagações e tentativas de um beijo. Ele veio e ela bloqueou. Bloqueou alegando que já que ele era um senhor feudal, então era ela quem deveria beijá-lo.
E veio o beijo!!! Indescritível! Inrresumível! O que foi aquilo? O que acontecia naquele momento? Com certeza o mundo ao redor sumiu! Se acabou! Perdeu-se em suas respirações ofegantes! E foi o beijo! Aquele beijo! Fora assim concretizado o enlace de seus sentimentos!
Afeição, afeição! O afeto gerou a ajunção de suas almas em um sentimento sublime (o amor).
Este beijo a fezela sentir, o que ele sentiu quando a viu pela primeira vez sentada no chão.
À noite acabou e chegou mais um dia de trabalho e lá estavam eles. Radiantes, brilhantes, amantes. O sorriso de um era o reflexo do sorriso do outro.
Ela sabendo de sua presença tão perto, não se conteve o que fez ficar mais fora da sala do que dentro. As crianças o rodeava facilitando a sua aproximação sem suspeita.
Um único beijo a fez sorrir por três dias seguidos.
O sorriso dele brilhava mais que o Sol, que envergonhado se escondia atrás das nuvens.
No decorrer da semana em um dia que seria como outro qualquer, já quase no final da aula, um de seus alunos que voltava da coordenação comunica:
---Tia, telefone!
---Pra mim! Quem será? Não espero telefonema de ninguém!
Passos indecisos, pensativos. Pessoas vinham em sua mente, menos quem era realmente.
---Alô!
---Letícia?
---Exato! Quem gostaria?
---Você não adivinha!?
---Ah, vamos conversar um pouquinho que eu adivinho.
---É alguém que gosta de lhe fazer perguntas e que não consegue esquecer-se do seu beijo.
---Ah, é você professor!?
---É! Eu gostaria que você falasse para os meus alunos, que eu não vou dar aula hoje.
---Ah, não! Então eu não vou ver a cor dos teus olhos hoje?
---Eu não vou dar aula hoje porque vou sair com você.
---Uhhh! Gostei da idéia!
---Estou pensando em a gente ir para um lugar mais íntimo, reservado, quente, confortável e aconchegante. Aceitas?
---E tem como recusar!?
---Onde? E a que horas?
---No ponto final do ônibus! E que tal às dezenove!?
---Ah, então eu vou dar aula! Pois termino por volta das dezenove. Então não fala nada para os alunos!
---Está bem Gatinho! Um braço!
---Outro!
A felicidade, aquela felicidade veio à tona transparecendo em sorrisos. Que de imediato como já efeito do futuro encontro, uma leveza veio nos movimentos e atitudes dos dois, em cidades diferentes, em quilômetros de distância.
O tempo pode passar, mais o tempo incógnito do olhar perdura a eternidade de um beijo.
Tudo se repetia mais não trazia monotonia e sim beleza, pureza e amor.
No caminho do encontro com intenções pecaminosas, ela comprou um doce de pêssegos em calda e um abridor de latas.
Ao chegar ao encontro de seu olhar embriagante, começaram a andar em direção determinada por ele, que aproveitou a oportunidade e retirou do bolso um lápis que continha estampas de bandeiras de vários países e disse:
---Aqui está um lápis, para pagar o que o meu aluno, pediu-lhe emprestado um dia desses.
Ela pegou o lápis com muita ternura e o colocou dentro da bolsa. Aquele simples objeto era prova da existência daquele amor, daquele momento; o qual o guardaria para sempre.
Ao chegar a seus destinos, já com a chave na mão, ele realiza o destrancar da porta, o entrar, o fechar e o trancar.
Atirados sobre uma grande cama, inicia-se mais conversas, beijos, abraços e afagos.
No toque frágil de seus lábios, quentes e úmidos; as mãos dela leves em fulgor, deslizam por sobre a calça dele. O cheiro da música ouvida através das sensações da pele e o feitici que sempre a acompanhou pararam por segundos. Pararam para se fazer ouvir o soar do abrir de um zíper.
Estando ele sobre o domínio dela, o beijou o pescoço, as orelhas (invadindo-as), as sobrancelhas, os olhos, a face e os lábios. O pescoço, mamilos, umbigo, mamilos... De frente para o seu sexo coberto por um tecido de seda, beijou e lambeu com a respiração ofegante e quente.
Ele não tendo domínio sobre a situação, a pegou beijando-lhe suavemente. Em seguidamente pediu para tomar um banho rápido. O sorriso dela lhe deu o consentimento acompanhado de uma indagação:
---Adivinha o que eu trouxe para nós comermos?
Pensativo ele foi e voltou do banho.
Enrolado em toalha branca, seus olhos refletiam o desejo de um beijo dela. Preparado para todos os prazeres deitou desnudo sobre o cinza do lençol deixando a toalha ao chão.
---Adivinha o que eu trouxe para nós comermos? --- repetiu ela mostrando o abridor.
Sem falas devido à emoção e ânsia, deixou que seus olhos lhe pedissem a resposta.
Ela satisfeita pela compra, retirou da bolsa a lata de doce.
---Eu amo doce de pêssego em caldas --- disse abrindo a lata --- Já pensou o que um doce pode fazer!?
Em sua insinuação, veio a imaginação e satisfação por meio de um sorriso em sua face.
Ela retirou a blusa de frio marrom, seguida do blusão preto; no qual veio acompanhada por uma mini-blusa de mesma tonalidade.
Com ansiedade em nossos olhos, ela pegou um pêssego enchendo-o com calda. Deixou que a calda caísse por sobre o seu pescoço e lábios. Em seguida mordeu um pedaço do pêssego e ele outro. Morderam, mastigaram e comeram em comunhão.
Aos beijos, em teus sempre doces lábios, ela foi tirando em lamúrias de desejos, a calda por sobre a sua pele. Depois novamente com outra concha encheu, deixando que a calda pinga-se em seus mamilos, no umbigo, na barriga. Havia calda por todo o tronco umedecido, nas coxas internas e em seu sexo. Ao chegar em seus mamilos ela os mordiscou e chupou. Momento este que o levou ao deslumbramento.
---Não existe forma mais gostosa de se comer doce! --- afirmou ele.
Odor embriagante, calda estimulante, toques e suspiros arfantes.
A barriga dele firme, desejosa. Na profundeza de seu umbigo, a língua dela penetrou constantemente retirando a calda. Observando que a calda já se encostava por todo o colchão, ela retirou a saia que era da cor da sua pele.
Estavam escorregadios, doces, levemente amarelados. Gostosos!
A umidade da língua dela tocou nas coxas internas dele, o fazendo contorcer em desejos. Das coxas lambidas foi ao escroto. Lambendo, chupando, sugou um por um dos testículos para dentro de sua boca. Puxava os cabelinhos ali existentes, mordendo no seu próprio êxtase.
Preparada para o final do início tocou na abertura de sua glande; com sede e vontade de engolir, de devorar. O seu comportamento se igualava ao de um animal selvagem, diante da presa, diante da carne. Onde a saliva fria pingava por sobre a sua rigidez.
Sendo este animal, deixou que o membro penetrasse em sua boca. Ele entrava e saia, saia e entrava. Lambia de ponta a cabeça. Chupava, chupava! Chupava no instinto de sentir e ter posse do odor de meu alimento. Sugava com voracidade em companhia da língua que deslizava, rodava e rodopiava.
Na ausência da calda, o encharcava novamente e o astro brilhava para um novo recomeço. De lambida, a lambida subia, descia, inclinava, curvava, contorcia. Contorciam em doces satisfações.
---Agora é a minha vez de comer doce! --- disse ele em contorções se levantando e a dominando por sobre o colchão.
---Ah, me dá um beijo! --- sussurrou ela.
Após o seu pedido só se teve notícias de beijos e calda nos lábios, pescoço, seios, barriga, umbigo.
Nos pensamentos ela não sabia que o prazer estava tão perto!
Com uma boca gostosa, ele foi em seu pescoço chupando-o. Fricção veio aos seios, ao bico dos seios. Lambendo, chupando, sugando e mordiscando. Sua língua tão dura quanto o seu membro, começou a retirar a calda de sua pele. Metia em meu umbigo e tirava, metia e tirava... Seus movimentos contínuos, incessantes, insinuantes entorpecia o clima; o qual os deixavam com a pele resfriada.
Suas mãos fortes foram ao encontro de suas coxas abrindo-as animalmente com força! Nesse momento, ela se perdeu em prazer!
De posse do doce, ele fez brilhar os pelos pubianos dela ao contraste da calda. E para a tortura de ambos, ele esfregou um doce na abertura de sua vulva friccionando-o. Estava frio, mais ao toque, queimava em ardência. Em meio a um mergulho profundo, ele devorou com a mesma intensidade de sua língua rígida o doce que estava entre os meus lábios sexuais. Ele se perdia em meu sumo! Após ter comido todo o doce ele a abraçou em beijos.
Ele insaciável com calda nos dedos, os transformaram em línguas forazes que foram introduzidos em sua vulva os excitando.
Em meio a peles sedentas ouve-se a ajunção!
O tempo pode passar, mais o tempo incógnito do olhar perdura a eternidade de um beijo.
---Me dá um beijo! --- sussurrou ela novamente.
Olhos lubrificados, pele doce, intenção explicita, escuta-se um gemido arfante.
A pele dele sobre a pele dela.
A pele dela sentada na pele dele.
A pele dela de costas para a pele dele. Furico preenchido!
Ele agora era o animal selvagem, beijando a fêmea em coito! Estava domado ou a domava com toda a sua força bruta!
Exaustos, mergulharam no doce suor, da água morna corrente do chuveiro.
Beijos e a pele dela em pé de costas para a pele dele!
---Me dá um beijo! --- sussurrou ela novamente.
Beijos molhados, suados, lambidos, metidos! Explosão, vulva cheia! Ela abaixou e bebeu as últimas gotas do êxtase dele.
---Você quer me matar? --- ele perguntou mergulhado de realização.
Apertos, desejos, espasmos! Olhos fechados!
Com o passar do tempo, vieram outros bilhetes dele, dela, dele... E outros encontros ao vinho, a velas, a lenços e a lá imaginação; no qual ficaram na lembrança do coração.
Nunca lhes faltou respeito, consideração e afeição. E apesar dos pesares, nunca, mais nunca o amor lhes faltou.
Por escolha dela, um dos encontros (o último) se daria na rodoviária; pois precisavam conversar.
Do trabalho ele pegou o ônibus. E de casa ela também pegou coincidentemente ou não o mesmo ônibus. Ao passar pela borboleta, seus olhos brilharam ao vê-lo. Sem ser vista, aproximou e em meio a um frio na barriga eufórico proferiu:
---Cuidado com o destino; pois ele pode ser perigoso!
Sorridente ele ergueu os olhos admiradores. Agora juntos, seguiam, envoltos por músicas cantadas por jovens a bordo.
A beira de uma calçada, longe de luzes fortes, sentaram e se olharam.
Conversas, conversas! Revelações, sentimentos, afeições, paixões! O amor a flor da pele!
Ela o elogiava em ternuras. Elogiava o seu sorriso, o seu olhar; enfim todo o conjunto de sua beleza total.
Ele por sua vez, dizia que a beleza dela é incomparável a dele.
Ela estava com o peito cheio e declarou o seu amor em palavras. Amor que antes era só demonstrado.
A angústia se apresentava; pois não tinha como ela amar um homem intocável. Pois o tamanho do seu amor por ele era refletido no tamanho da aliança dourada contida em sua mão esquerda.
Medo e muita angústia de um futuro inexistente. O que fazer? Romper?
A ansiedade, veio aos olhos avermelhados e úmidos dela, querendo um beijo sem poder. Amando e tendo que romper! Com o seu amor em demasia, talvez fosse... o melhor caminho.
Olhares dolorosos, lábios quentes e secos! As mãos postas que não podem se tocar! O adeus!
Ele ao ônibus entrou e ela no chão ficou. Os olhares agora, distantes, rasgantes, lacrimejantes.
Teria sido...realmente o melhor caminho??? O seu nome em seu coração ainda quer dizer o desejado, o amado... o sonhado! Ela nunca pode dizer que não encontrou o amor! Pois o encontrou e o amou!


O lápis de escrever com as bandeiras de vários países em um estalar tocou o chão; seguido pelo vestido bege claro com manchas marrons...

“Não sei o que você vai fazer
Para esquecer de mim, de mim
Tirar da cabeça uma história
De amor grande assim, assim
Para de frente ao espelho e vê
A sombra de mim em você
Compra revistas mais não lê
Por que não consegue esquecer, de mim
Eu amo você demais
Pra me ver no cinema sem você
Eu amo você demais
Pra me ver numa festa sem você
Por ai sem você, amor não sei viver
Por ai sem você, amor não sei viver.”


Letícia Luccheze.






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